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Rubra nº 8 (já a venda)

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Rubra nº 7 (já a venda)

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Rubra nº 6 (já a venda)
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Entrevista com Ilan Pappé, historiador israelita: Israel quer completar a limpeza étnica dos Palestinianos
Ilan Pappé é um dos mais famosos historiadores israelitas. Contra a opinião da UE e dos EUA, defende que apenas um Estado na Palestina, com cidadania igual para todos, é a solução. Professor de Ciências Políticas na Universidade de Haifa até 2007, foi obrigado a abandonar Israel após repetidas ameaças de morte contra si e a sua família. Lecciona hoje na Universidade de Exeter, em Inglaterra. -
1.º Sorteio da Rubra – prémio vai para o Algarve

A Rubra não vive de subsídios, nem de publicidade. A sua independência depende também disto: as suas receitas vêm exclusivamente das vendas da revista, dos seus assinantes, membros e amigos. Por isso, para ajudar a equilibrar as contas faremos regularmente um sorteio. O 1.º Sorteio da Rubra teve lugar ontem, 25 de Maio, e o número bafejado pela sorte foi o 629 (correspondente aos três últimos algarismos do 1.º prémio da Lotaria Nacional de 25 de Maio).
O prémio, uma colecção de Os Anos de Salazar – o Que se Contava e o Que se Ocultava Durante o Estado Novo (30 volumes), vai ser entregue à «feliz contemplada», como costuma dizer-se nestas coisas: trata-se da nossa amiga – e assinante da Rubra –Suzel Duarte, secretária, de Loulé, no Algarve, a quem damos já os parabéns.
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«Nós, europeus», trabalhadores, não gostamos de provocadores
A Rubra esteve no 1.º de Maio a celebrar a luta dos trabalhadores contra a exploração, neste ano em que dezenas de milhares de pessoas em Portugal e milhões em todo o Mundo já perderam o emprego. Mas a «notícia» que abriu os jornais televisivos foi sobre a «agressão» de que teria sido vítima o cabeça de lista do PS às eleições europeias, Vital Moreira.
Apupos e salpicos de água engarrafada
Em primeiro lugar, Vital Moreira não foi propriamente «agredido». Ouvir uns apupos e levar com uns salpicos de água engarrafada não é grande agressão. No direito, e Vital Moreira é professor de direito, existe um princípio que é o da proporcionalidade. Uns salpicos de água e uns apupos não parecem grande coisa como «troco» das políticas violentas do governo PS/Sócrates de que Vital Moreira é defensor.
«Roma não paga a traidores»
Entre os manifestantes que apuparam Vital Moreira havia gente do PCP, do BE, sem partido e … do PS. Sim, havia gente do PS entre os que apuparam Vital Moreira. O comentário de um deles foi esclarecedor: «Roma não paga a traidores.» Vital Moreira, ex-dirigente do PCP, enviado numa delegação do PS, junto com Vítor Ramalho e Ana Gomes, dois ex-MRPP (que passavam a vida a insultar os membros do PCP como «social-fascistas») à manifestação da CGTP, iam à procura de quê? Deste tipo de publicidade. Iam a ver se lhes saía na rifa «uma outra Marinha Grande», como ele veio dizer, para depois poderem fazer o tipo de campanha a que os seus criados na comunicação social agora se dedicam.
Bufaria blogueira
É quase inacreditável que uns quantos blogues se dediquem agora a uma espécie de «caça ao agressor» de Vital Moreira, publicando dados sobre indivíduos que aparecem por acaso nas imagens televisivas (onde não se vê nenhuma agressão, a não ser verbal). Trinta e cinco anos depois do 25 de Abril, o espírito da bufaria parece continuar presente na sociedade portuguesa. E as reacções de alguns responsáveis do BE e do PCP, com Miguel Portas a falar na «animosidade contra um antigo militante do PCP», indirectamente responsabilizando o PCP, a que alguns blogues ligados ao PCP logo responderam na mesma moeda, procurando identificar militantes do BE entre os «agressores», foram deploráveis.
É certo que nem todos falamos com as mesmas pessoas, mas pelo que nós, Rubra, ouvimos, o povo está-se borrifando para se Vital Moreira apanhou com uns borrifos. A política que interessa não é esta politiquice. Não há cá desculpas nenhumas a pedir a Vital Moreira nem ao PS. Quem acreditamos que não vai ser desculpado pelo povo é o PS dos senhores Vital Moreira e Sócrates, pelas políticas que vem praticando. E esperamos que não apanhe só com uns borrifos, mas com uma verdadeira tempestade.
5 de Maio de 2009, Colectivo revista Rubra




