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O Governo vai ter de recuar!
Ontem as tascas e as oficinas, perseguidas pela ASAE, hoje a pesca, agora querem taxar os poços, amanhã proíbem hortas e galinhas. Tudo para destruir os pequenos para dar aos grandes.
O Governo e os ricos querem destruir as aldeias e vilas. Não se consegue construir uma casa porque é reserva agrícola ou ecológica, mas pode fazer-se um projecto PIN de um resort gigante em cima da costa.
O Governo e os ricos querem que o lazer seja mercantilizado – em ver de irmos à pesca, vamos ao centro comercial! Em vez de convivermos na rua, ficamos em frente da televisão.
O Governo e os ricos querem que as pessoas fiquem sem meios de auto-subsistência para depois irem viver para bairros pobres das cidades servir de mão-de-obra barata.
Escusam de vir com argumentos «ecologistas» patetas. Quem destrói o ambiente são os arrastões, a agricultura intensiva, a vida de stress longe do campo, longe das formas de amizade e convivência comunitárias.
O Governo vai perder esta batalha
O Governo já recuou 3 vezes na portaria com medo da mobilização das pessoas. Mas vai ter de recuar muito mais. Porque nós vamos manter-nos mobilizados.
Fora com as leis de Morte!
Revogação das Portarias da Pesca Lúdica
O Mar é Nosso!
Praias Privadas Nunca!
Mar Privado? Não Obrigado!Faz assembleias na tua aldeia, na tua vila, no teu bairro da cidade, na tua junta. Junta-te com os vizinhos, amigos, colegas.
A Revista Rubra produziu um filme, O Mar é Nosso, feito com depoimentos de pescadores e populares da zona da Costa Vicentina e do Oeste. Vamos a todas as localidades do País passar o filme e participar em debates. Se queres organizar uma sessão com o filme e debate no teu bairro ou aldeia, contacta-nos.
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Mar Privado? Não, Obrigado!
Todos à manifestação, dia 24 de Maio, às 15 horas, no Marquês de Pombal, pelos direitos de acesso livre ao mar
O Governo quer proibir ou limitar ao extremo a pesca lúdica e de subsistência, a pastorícia nos parques naturais, o lazer nas matas nacionais, tudo com um único objectivo: privatizar a terra e o mar que é de todos nós. Fazer em toda a costa o que anda a fazer no Alentejo interior: reservas, campos todos vedados, para os ricos não se incomodarem com a presença do povo quando lá vão passear ou caçar.
Fecham-se tascas e restaurantes de comida caseira para garantir que só se abrem estabelecimentos onde se come mais caro e pior, onde tudo tem de vir da Nestlé e de outras multinacionais, tudo sabe ao mesmo, é embalado e cheio de conservantes nocivos à saúde, e onde o mais mal ‘embalado’ é o empregado, que ganha o salário mínimo.
Encerram-se feiras, proíbe-se a venda artesanal, mas a agricultura intensiva, regada com pesticidas e fertilizantes cancerígenos, é certificada e assegurada pela ASAE e outros organismos «independentes» a mando do Governo e dos que nele mandam.
Os habitantes do Sudoeste, de Sines a Sagres, deram uma lição ao Governo. Há dois anos que se recusam a aceitar as leis celeradas que querem privatizar o mar, construir praias privadas, encher a costa de estufas com uso intensivo de pesticidas e outros químicos, vertendo directamente para o mar. Não confiam nas eleições ou nos supostos opositores do Governo. Confiam na sua própria força. Saíram à rua e há 2 anos, na luta, que mostram ao Governo que não aceitam ser expulsos das suas terras para ir viver num subúrbio pobre das cidades. Querem aí trabalhar, aí viver, aí ser felizes.
A Rubra apela a todos para que participem na Manifestação convocada por Movimento Cidadãos do Sudoeste, Pescadores Lúdicos de Portugal e Cidadãos Contra as Praias Privadas dia 24 de Maio, às 15 horas, do Marquês de Pombal à Assembleia da República.
Pelos direitos de acesso ao mar.
Praias privadas, nunca! Mar livre, sempre!
Anulação imediata das portarias 143/09 e 144/09.
A TERRA É NOSSA, O MAR É NOSSO!Colectivo Revista Rubra, Abril/Maio de 2009



