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Revista Rubra nº 5 (em breve)

Para este número só está disponível (online) o editorial
Editorial
Nacional
Rosa Maria tem 44 anos, é cabo-verdiana, trabalha em Portugal há sete. Como empregada doméstica de uma família rica. Dessas – literalmente – que fazem as leis. Mora na Cova da Moura e ganha 400 euros por mês. / Elisabete Vilar e Ana Rajado
A Rubra foi ao Parque do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina falar com as pessoas que vivem do mar e que, com as novas leis da pesca lúdica, encontram o seu modo de vida ameaçado. O Parque Natural e as suas gentes vêem-se agora ameaçados pelos interesses de grandes empreendimentos, sejam eles turísticos ou de agricultura intensiva. Para fazer frente a esta política destruidora estão marcada uma grande manifestação para o próximo dia 24 de Maio, às 15 horas, do Marquês de Pombal à Assembleia da República. / Sara Costa
No Aeroporto da Portela reina a insegurança: o salário varia e às vezes não é salário, é trabalho gratuito e chama-se «formação»; a hora de comer dos trabalhadores pode não existir, o refeitório é o vão de escadas, a cadeira de descanso tem pulgas. Bem-vindo ao Aeroporto Internacional de Lisboa – à parte que os passageiros não vêem. / Luís Melo*
Milhões de mulheres em todo o Mundo sofrem de perturbações alimentares provocadas, em grande parte, por constrangimentos sociais. O ideal de beleza feminino veiculado pela sociedade ocidental mostra como nos encontramos reféns de uma lógica consumista e capitalista. / Filipa Lopes e Catarina Morgado, psicólogas
Dossier Esquerda
Manuel Alegre, deputado-poeta num país de políticos ignorantes, seduz com um discurso anti-neoliberal. Mas a política que nos devolve a vida, a paz, a saúde não se faz com um homem que tem sido a ponte do Governo com aqueles que vão deixando de acreditar no PS. / Sofia Rajado e Raquel Varela
/ Nuno Ramos de Almeida
Óskar Lafontaine, líder do Die Linke, defende com a mesma simpatia a não participação alemã nas ocupações militares da NATO e campos de imigrantes no Norte de África para controlar a imigração; é contra as políticas anti-sociais do SPD, mas quer um Estado forte a controlar os sindicatos. Quer redução de horário com redução de salário. É aquilo a que durante o século XX se chamou um reformista convicto, um social-democrata coerente. / Peter Birke
Consagrada como principal táctica da Internacional Comunista nos anos que antecederam a II Guerra Mundial, a política de frente popular continua a despertar paixões. Em tempos de crise aguda do capitalismo, e nas circunstância em que numa parte do Planeta se fala em «poder popular», «socialismo do século XXI» e afins, convém conhecer um pouco da história da frente popular, para que os erros e acertos do passado sejam os ensinamentos do presente / Carlos Zacarias F. de Sena Júnior
Internacional
Ken Loach é talvez o mais famoso realizador de esquerda do Mundo. Nesta entrevista falou dos filmes que fez, das recentes greves em Inglaterra, de porque devemos lutar contra a União Europeia. Com Brisa de Mudança, um filme que nos levou às lágrimas, quis mostrar a brutalidade do colonialismo, as contradições da revolução e a dignidade de quem resiste. / Raquel Varela
A greve da refinaria de Lindsey fez capas de jornais no Mundo inteiro com o slogan «British Jobs for British Workers». Mas a greve teve como principal alvo os patrões e a União Europeia. Por isso teve a solidariedade de trabalhadores polacos em Inglaterra e apelos aos trabalhadores italianos para que se juntassem à greve. Foi vitoriosa para os trabalhadores. / Renato Guedes, no Reino Unido
Ilan Pappé é um dos mais famosos historiadores israelitas. Contra a opinião da UE e dos EUA, defende que apenas um Estado na Palestina, com cidadania igual para todos, é a solução. Professor de Ciências Políticas na Universidade de Haifa até 2007, foi obrigado a abandonar Israel após repetidas ameaças de morte contra si e a sua família. Lecciona hoje na Universidade de Exeter, em Inglaterra.
A 14 de Fevereiro de 2009 partiu de Inglaterra para Gaza uma caravana de 110 veículos, sobretudo camiões e ambulâncias, carregada com mais de 1 milhão de libras de produtos de ajuda humanitária. Atravessaram França, Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia – onde se lhe juntaram 110 camiões líbios – e finalmente o Egipto, onde chegou no início de Março. A 9 de Março, a caravana entra finalmente em Gaza pela fronteira de Rafah. A sua odisseia pode ser vista em www.vivapalestina.org. A Rubra e Christian Chantegrel procuraram integrar a caravana, mas não foi possível porque, segundo os organizadores britânicos, os acordos com os países atravessados só previam passaportes britânicos (por exemplo, a fronteira entre Marrocos e a Argélia, fechada há anos, foi aberta especialmente para deixar passar a caravana). Em alternativa, foi proposto aos interessados que se juntassem à caravana Viva Palestina no Egipto. Foi o que fez o Christian, que aqui nos deixa um relato da sua experiência (abreviado por falta de espaço). / Christian Chantegrel
Memória
De um punhado de militantes divididos e confundidos no início da década de 40, o PCP, com Cunhal na direcção, cresce até ultrapassar os 5 mil militantes no final da guerra. Na década de 50, sem Cunhal na direcção e com a sua orientação subordinada às necessidades da política externa da URSS, o partido retrocede. / António Simões do Paço
Cultura
Vozes de nós (Ocarina, 2007) é o último álbum do coro feminino Cramol. / Filipa Lopes
O nosso lado



