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  • Revista Rubra nº 6 (em breve)

    rubra nº 6 (capa)

    Para este número só está disponível (online) o editorial e o outro lado (contra-capa)

    Editorial

    Dossier pequena propriedade

    Um estudo de Ernâni Lopes, encomendado pela Associação Comercial de Lisboa e patrocinado por 12 grandes empresas privadas, prevê a rapina total da costa portuguesa. Senhor banhista, senhor pescador, saia da frente que o mar vai ser vedado. Se o deixarmos! / Raquel Varela

    O que têm de comum a Maria da Fonte, a lei da pesca lúdica e a ASAE ? Raquel Varela analisa o processo de concentração de propriedade que está em marcha em Portugal.

    A revolução que começou em Portugal em 1846, com a revolta da Maria da Fonte, e se prolongou até 1847 com a guerra civil, mostra como o capitalismo é o artífice, através do Estado, da destruição violenta da pequena propriedade e da propriedade pública. / Raquel Varela

    Caffentzis, filósofo marxista norte-americano, mostra-nos a encruzilhada em que está a pequena propriedade, condenada pelo capitalismo, através de múltiplas formas, legais e criminosas. / Entrevista de Raquel Varela

    Qual a importância de A Acumulação do Capital, de Rosa Luxemburgo, passados cerca de 96 anos da sua publicação, uma vez que, felizmente, de lá para cá tivemos um século de lutas anti-coloniais que praticamente acabou com as formas coloniais por ela conhecidas? / Renato Guedes

    Nacional

    O Governo quer substituir enfermeiros profissionais por estagiários mal pagos e impedir uma progressão justa nas carreiras, tudo em nome da contenção de custos. Isto quando cada vez mais o Serviço Nacional de Saúde financia a saúde privada. / Inês de Castro

    Na Bela Vista, quem acalmou a revolta das pessoas foram as associações locais que intervêm no bairro. A polícia nada consegue fazer sem o contributo especial da mão visível do Estado nas ONG. / Ana Rajado

    Internacional

    Os ataques do Governo de Nicolas Sarkozy ao ensino público fizeram até os cientistas saírem da sua «torre de marfim» e lançarem-se num movimento de protesto. Aulas em praças públicas ou a «ronda infinita dos obcecados», uma manifestação rotativa permanente, fazem parte das formas de luta. / Claudine Chaouiya

    Mahad Omar nasceu na Somália. Hoje é médico, vive em Londres e ainda tem nas pernas as marcas de balas que levou em criança, na guerra civil. Nesta entrevista fala da sua «guarda costeira», por cá chamada de «piratas» da Somália, e explica porque o Ocidente quer invadir o seu país. Já tocam os tambores de guerra da NATO , desta vez comandados por um português. / Sadik Habib

    História

    Tiananmen foi o canto do cisne de um movimento de trabalhadores e estudantes – ao todo pensa-se que 100 milhões em mais de 300 cidades – que nas ruas da China, durante três anos, colocaram nas ruas a questão do poder e se enfrentaram com a burocracia do PC da China. / Raquel Varela

    Mário Alberto Nobre Lopes Soares é, porventura, um dos dois ou três mais relevantes personagens políticos da segunda metade do século XX português. A dobragem do século XXI não lhe foi tão feliz: uma passagem falhada pelo Parlamento Europeu, ambições internacionais desiludidas, uma desastrosa campanha presidencial em 2005. / Ângelo Novo

    Cultura

    A partir de um livro e da sua experiência nas salas de aulas, Carlos Cunha, professor no Dowling College, Nova Iorque, discute um dos temas centrais da política hoje: como o dinheiro dos impostos dos trabalhadores serve cada vez mais para financiar os ricos, através dos gastos militares, privatização dos serviços (pagos pelo público), subsídios ou perdões fiscais. / Carlos Cunha

    Nos calabouços em que aguardou o caminho do cadafalso, Nikolai Bukharin buscou deixar um testemunho de coerência na sua atitude de jovem rebelde, de materialista científico, de apaixonado pelo Mundo e pela Natureza. A sua trajectória merece que leiamos as suas últimas palavras com admiração, mesmo tendo Bukharin cedido em muitos aspectos. / Henrique Carneiro

    Rui Nogar é o pseudónimo de Francisco Barreto, filho de emigrantes brancos oriundos de Goa, nascido em Lourenço Marques, a 2 de Fevereiro de 1932, e falecido em Lisboa, a 11 de Março de 1993. / Adriano Alcântara

    O outro lado